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Henrique Leitão recebe ERC

2019-04-01 · última modificação 2019-04-01 10:56
Ao nosso sócio-fundador foi atribuída uma bolsa milionária do Conselho Europeu de Investigação (ERC, na sigla de língua inglesa). A Ludus, orgulhosa, aqui regista o evento!
Henrique Leitão recebe ERC

HL no Recreational Mathematics Colloquium I, Évora 2009

Henrique Leitão recebe dois milhões de euros, que vão servir "para contratar mais investigadores e fazer as missões necessárias a vários arquivos em Portugal, Espanha e, provavelmente, também a Inglaterra e Holanda", explica ao DN o físico, historiador das ciências e investigador da FCUL​​​​.

 

O objetivo do trabalho "é estudar os primeiros roteiros roteiros de navegação portugueses e espanhóis, que são os primeiros documentos europeus, e possivelmente do mundo, que mostram informações sobre ventos, correntes, geomagnetismo e outros, à escala do planeta, para perceber como essa informação gerou a concepção da Terra como um mundo global", adianta Henrique Leitão.

 

Em causa está o estudo de muitas centenas de documentos, sendo certo que muitos não são sequer ainda conhecidos. "Com o nosso trabalho pretendemos fazer esse levantamento global, e depois estudar esta documentação de uma forma que nunca foi estudada", sublinha o investigador.

 

Até agora estes roteiros foram estudados apenas como documentos de navegação, e agora trata-se de estudar a forma como eles foram analisados na própria época e perceber como, a partir daí, emergiu a ideia da Terra como um mundo global.

 

Esta é segunda bolsa ERC ganha pelo grupo de História da Ciência dos séculos XVI e XVII, na FCUL. Há dois anos, Joaquim Alves Gaspar venceu uma Starting Grant (bolsa de arranque), no valor de mais de um milhão de euros, para estudar cartografia.

 

"São bolsas muito importantes, quer pelo prestígio e o reconhecimento internacional do nosso trabalho, quer pela verba, que abre possibilidades de trabalho que os financiamentos nacionais não nos dão", diz o investigador

 

Henrique Leitão redescobriu a história da ciência em Portugal. Para o fazer, mergulhou nos arquivos do país que estavam por estudar e explorar e, nas duas últimas décadas, descobriu uma série de novidades sobre história da ciência portuguesa dos séculos XVI e XVII, o que lhe valeu o reconhecimento do Prémio Pessoa, em 2014.

 

Esta bolsa reconhece igualmente a excelência do trabalho feito, e abre a porta a mais novidades.